sexta-feira, 28 de julho de 2017

O regresso dos agentes espácio-temporais


Valérian e Laureline foram mais uns daqueles heróis de Banda Desenhada que preencheram o imaginário da minha adolescência. A propósito da sua recente transmutação em filme, o «Público» teve a óptima ideia de republicar a colecção integral em álbuns duplos. É pena que não tenha optado pela edição em capa dura, mas está de parabéns por continuar a não ceder à crescente imposição do famigerado Acordo Ortográfico. Assim, podemos reler as aventuras da mais famosa dupla de agentes espácio-temporais tal e qual como quando éramos jovens sonhadores.

Relativamente ao filme, realizado por Luc Besson e que tenta levar estes heróis (ou uma versão deles) para o mercado do outro lado do Atlântico, tenho as maiores reservas, mas ainda assim tenciono vê-lo. O Eurico de Barros, que é um apreciador da BD como eu, escreveu que mesmo com reservas, "o filme é muito mais potável do que um apreciador da série de BD desde a primeira hora (como é o autor destas linhas) poderia temer, sobressaindo clara e positivamente de entre tudo o que tem sido feito nesta ingrata área das adaptações de BD franco-belga ao cinema." Veremos...

sábado, 15 de julho de 2017

Evocação de Carl Schmitt



Alain de Benoist convidou Alexandre Franco de Sá e Aristide Leucate para uma emissão de "Les Idées à l'endroit", na TV Libertés, sobre Carl Schmitt. Nesta óptima evocação do jurista, filósofo e politólogo alemão, que continua tão desconhecido entre nós, o único defeito foi a curta duração do programa... A (re)ver!

domingo, 9 de julho de 2017

Um Verão com Homero


Há uma semana, o escritor-viajante Sylvain Tesson iniciou uma excelente série de emissões radiofónicas, aos sábados na France Inter, sob o tema "Um Verão com Homero". Os dois programas já transmitidos estão disponíveis online e quem ouvir este óptimo regresso aos clássicos não vai querer perder o resto da série.

A propósito da Ilíada, diz Tesson: «Um poema, surgido da memória, explode na eternidade. Como explicar que uma narrativa com mais de 2500 anos, brotado do mar eterno, soa aos nossos ouvidos com tanta juventude, com um borbulhar tão vivaz que rebenta numa encosta de mármore. Porque é que estes versos parecessem ter sido escritos esta manhã por um irmão imortal muito velho para nos ensinar de que serão feitos os amanhãs?» Irresistível...