domingo, 30 de dezembro de 2007

Quem vê capas não vê caras?


O Miguel Vaz tem óptimas ideias, mas desta vez trouxe-a de um blog que muito visita e aprecia. Levar os livros que estamos a ler para um dos nossos almoços e fotografá-los para publicar foi a proposta com que logo concordei. Numa ida à Gulbenkian — com direito a repasto, museu e livros — foram as capas registadas pelo telemóvel dele. Ele levou o "calhamaço", como carinhosamente chama à edição portuguesa do "Vu de droite", que tanto me influenciou e que lhe aconselhei. Eu levei um livrinho do Jünger que comprei na minha última ida a Bruxelas. A repetir.

sábado, 29 de dezembro de 2007

«La Nouvelle Revue d'Histoire» n.º 33

O último número da excelente «La Nouvelle Revue d'Histoire», o 33, apesar de já ter saído há dois meses, merece aqui a habitual referência. O Lawrence da Arábia da capa leva-nos a um dossier de 29 páginas sobre o Próximo Oriente (a que por cá tantas vezes se chama Médio por anglicismo), com vários artigos, uma entrevista com Henry Laurens, breves biografias de figuras-chave e uma cronologia. Para além deste, uma nota obrigatória para a crónica de Péroncel-Hugoz, “Ceuta 1415: começo da expansão europeia ultramarina”, e o destaque para a interessante entrevista com Hervé Coutau-Bégarie, historiador da estratégia, o artigo “O Reich entre Weimar e nacional-socialismo”, de François-Georges Dreyfus, e os comentários de Jean-Claude Valla sobre os comunistas franceses e a Resistência. Para concluir, resta-me referir a entrevista com Dominique Venner sobre a recente reedição de “Les Blancs et les Rouges. Histoire de la Guerre Civile Russe 1917-1921”, uma versão revista e aumentada da obra publicada em 1997, quando passam 90 anos da revolução de 1917. Nestas reflexões em liberdade, o autor não fala apenas da obra e do seu objecto, mas também dos períodos de censura mascarada vivida em França após 1945 e da forma como esta o atingiu.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Reflexões de fim de ano (I)

Há dias consegui pôr alguma conversa em dia com o meu caro amigo Réprobo. Num longo telefonema onde os livros foram o tema principal — como não podia deixar de ser —, referiu-se a um post que escrevera no seu blog no ido mês de Abril, que só agora li. Na altura, a polícia do pensamento não levou apenas livros, juntou ao saque os computadores, os telefones e tantas outras coisas. Atitude que só a ignorância pode explicar, tal como previu brilhantemente Ray Bradbury. Um dos "bombeiros" que irromperam pela minha casa adentro deteve-se na escrivaninha inglesa que está à entrada, bem recheada de preciosidades, e começou a empilhar alfarrábios para levar. Tal amontoado deixou de lhe parecer uma boa ideia quando, entrado na sala, se deparou com várias estantes repletas. Pareceu pior ainda, quando a cena se repetiu no corredor e no meu quarto. Teve, então, outra ideia luminosa: apreender os livros com dedicatórias! Como seria de esperar, acabou com um punhado de volumes que versavam sobre os assuntos mais díspares, mas tal não o demoveu. Este era apenas um dos disparates — paradigmático dos tempos persecutórios que atravessamos —, porque o resto da colheita era igualmente descabido e inacreditável.

Que dizer de um país onde se apreendem livros? Onde se apreendem documentos de identificação, revistas, recortes de jornais, correspondência e apontamentos escolares? Onde se mantém o visado sem prova das apreensões e numa dúvida kafkiana quanto à sua situação judicial? E onde, quando se exige aos tribunais que façam cumprir a Lei, se é condenado a pagar avultadas custas judiciais?

Esse país é Portugal. O ano é 2007. Pensem nisto. Quando será a vossa vez?

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

A noite mais longa

Assim o dia se segue ao dia para lá da noite sombria, o sol reaparece depois da obscuridade, a primavera regressa apesar do inverno gelado. Assim, corajosamente, devemos acolher o ano que vem render o ano passado. E, como elo na corrente dos antepassados, prolongar no tempo a nossa linhagem e a do nosso povo.

Pequenos partidos — grandes incómodos

O extremo-centro, com o silêncio dos pequenos do parl(a)mento, decidiu perseguir os chamados “pequenos partidos”, atentando mais uma vez contra a democracia de que tanto se gaba, fazendo aplicar a Lei n.º 2/2003, de 22 de Agosto. Na base desta ofensiva está a disposição legal que prevê a extinção judicial dos partidos no caso de “redução do número de filiados a menos de 5000”, motivo incompreensível num Estado de se diz de “direito democrático”. Atente-se ainda à redacção da norma, ao falar de redução, parece que se pressupõe que todos os partidos tiveram os 5000 filiados.

Porque têm os partidos que ter determinado número de militantes? E porquê 5000? Qual o seu interesse prático para a prossecução dos fins dos partidos?

Os “pequenos partidos”, ao contrário dos que estão no poleiro de São Bento, não recebem subvenções, não estão profissionalizados, não são agências de emprego e baseiam-se em ideias. São, por isso, incómodos. E, pelos vistos, alvos a abater.

Esta artimanha legal esconde (muito mal) o verdadeiro objectivo deste ataque: a tentativa de silenciar de vozes incómodas para a ditadura do pensamento único.

Perante esta ameaça, os pequenos deram uma grande lição, independentemente de posições políticas, uniram esforços neste combate comum e solicitaram entretanto uma audiência com o Presidente da República.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Terre & Peuple Magazine n.º 33

O último número da excelente revista da associação Terre et Peuple tem como tema central “A Via Etnopolítica”, tratado num excelente dossier que conta com os artigos “A Identidade Étnica na Antiguidade Europeia”, de Jean Haudry, “Existiu alguma vez um Povo Francês?”, de Jean-Patrick Arteault e “Etnopolítica: a via do real”, de Pierre Vial. Para além da habituais secções e notícias, podemos ler um artigo dedicado aos confrontos étnicos que, pensando nos sérvios no Kosovo, lembra o caso de Chipre Norte. Nas recensões críticas, destaque para o elogio de “Carl Schimtt Actuel”, de Alain de Benoist, e a leitura do último livro de Guillaume Faye, “La Nouvelle Question Juive”, por Pierre Vial, que termina de uma forma lapidar, afirmando que “apenas podemos tirar uma conclusão que não nos agrada, mas que se impõe: a via que ele preconiza não é a nossa”.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

O Regresso da República


Eu já me tinha metido com eles aqui e esperava que voltassem em força. Aconteceu! A República dos Desalinhados está de regresso, em versão 2.0, e a blogosfera agradece. Entrada directa para o destaque na coluna ao lado.

De volta à costa atlântica europeia

Com muito para contar e pouco tempo para o fazer, prometo que tentarei actualizar esta casa o mais rápido possível. Encontros, livros, recordações e reflexões... Vamos ver se consigo contar tudo. Entretanto, o meu regresso a Lisboa coincidiu com a muito badalada cimeira, que já mereceu um desabafo aqui.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Para ouvir e reflectir

Boletim Evoliano n.º 2

Página 161

O Guedes decidiu mandar-me uma daquelas correntes que, sinceramente, não são do meu agrado, mas às quais tento responder por amizade e para cumprir este hábito blogosférico. Reza assim:

1. Pegue no livro mais próximo, com mais de 161 páginas;
2. Abra o livro na página 161;
3. Na referida página procure a 5.ª frase completa;
4. Transcreva na íntegra para o meu blogue a frase encontrada;
5. Aumente, de forma exponencial, a improdutividade, fazendo passar o desafio a mais 5 bloggers à escolha.

Ora esta até tem piada, já que o livro é de um autor muito apreciado pelo meu amigo, mas numa língua que ele não gosta de ler. Falo da excelente edição americana da obra de Julius Evola Ride the Tiger - A Survival Manual for the Aristocrats of the Soul, bem traduzida por Joscelyn Godwin e Constance Fontana e publicada pela Inner Traditions em 2003. Já o tinha lido em castelhano, mas estou a gostar bastante desta (re)visita. Uma lacuna editorial portuguesa a somar a tantas outras. E a frase é (expressão que lembra aqueles programas de rádio de outros tempos...): «Recently, music has experimented with sounds created by electronic technology, which transcend traditional orchestral means of production.»

Como vou de férias e tenho andado afastado da blogosfera, poupo as cinco próximas vítimas.

sábado, 10 de novembro de 2007

Postal de Paris (V): Louvre

Em várias idas a Paris, nunca tinha visitado o Louvre. Parece incrível, mas devia-se a uma das minhas muitas manias, que me levava sempre a crer que o tempo disponível não seria suficiente. Nada como um par de bilhetes oferecidos por um casal português e lá fui eu, esquecendo tal pressuposto, direito a ver a Gioconda (ou Mona Lisa) e a Afrodite (ou Vénus de Milo). É claro que deu para muito mais. Vi bem as antiguidades gregas, romanas e fenícias, e de raspão as egípcias. Na pintura, os franceses, italianos, alemães e flamengos, bem como alguma escultura. Valeu bem a pena, em especial porque já tracei os planos para uma próxima visita.

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Réfléchir & Agir n.º 27

Este é o número de Outono desta excepcional revista francesa, que recentemente começou a ter uma distribuição pública nas bancas, o que teve como consequências directas uma subida significativa da tiragem e um aumento substancial de leitores. É sem dúvida um exemplo, o caso desta publicação que se tornou uma referência obrigatória, pela sua elevada qualidade e espírito interventivo e irreverente, iniciada há anos por um grupo de jovens motivado e dedicado.

Nesta edição, o destaque vai para o excelente dossier Le progrès c'est la décroissance”, que inclui entrevistas com Arnaud Guyot-Jeannin e Alain de Benoist e vários artigos. Mas a referência especial é para o reencontro com Alain de Benoist, passados quase 40 anos do aparecimento do GRECE, a única verdadeira escola intelectual a surgir nesta área política, que influenciou tantos de nós. Certo é que hoje esta corrente pouco ter que ver com a chamada “extrema-direita” e mesmo com grupos que inspirou, como a redacção da «R&A», assumidamente mais próxima do GRECE dos anos 70. Apesar disso, reconhece as qualidades deste autor, a sua curiosidade insaciável, o espírito não-conformista e o seu trabalho de humanista e enciclopedista. Mesmo divergindo em muitas posições, nomeadamente a identidade étnica da Europa, convergem noutras, como o paganismo e o anti-capitalismo. A «R&A» assume: “nós somos filhos do GRECE. E se cada um seguiu o seu caminho, o diálogo e o respeito perduram.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Postal de Paris (IV): Rugby e raça



Em Paris vivia-se o ambiente do dia da final do campeonato do mundo de rugby, tudo muito civilizado, claro. Ingleses e sul-africanos cruzavam-se nos Champs Élysées, local privilegiado para quem procurava vender ou comprar bilhetes inflacionados para o grande jogo. Aí chegavam até a partilhar mesas para uma cervejinha matinal em amena cavaqueira. Durante o resto do dia o consumo continuava por toda a cidade, mas apesar do excesso habitual dos ingleses, não se viam quaisquer distúrbios, apenas cânticos e brincadeiras com os locais. A diferença para o futebol é tremenda...

Ganharam os Springboks, como é sabido, mas a questão política — ou político-racial, melhor dizendo — mesmo assim não deixou de marcar a selecção sul-africana. Já no avião, li no «L'Équipe» que o ANC fazia questão, já antes deste campeonato, de africanizar a selecção, forçando esse processo de modo a que em 2011 esta tivesse uma dezena de jogadores negros, número onde não se incluem os mestiços. Raça pesa mais que resultados na balança dos que querem fazer outra África do Sul, pois de outra forma não se sentem representados, não sentem que a selecção seja nacional. Lembrei-me, então, de como seria interessante o governo francês aplicar semelhantes quotas raciais à sua selecção de futebol.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

200 Anos da Guerra Peninsular


Hoje estive com o HNO, que me alertou para o evento, na inauguração da exposição Guerra Peninsular – 200 anos, na Biblioteca Nacional. Óptimo aperitivo, como lá foi apelidado, para todas as realizações evocativas deste momento decisivo na nossa História, como é o caso do Congresso Internacional e Interdisciplinar Comemorativo da Guerra Peninsular, que começa amanhã na Fundação Calouste Gulbenkian. A esse não posso infelizmente ir, mas aqui fica a sugestão.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Mudanças

Mesmo avesso às mudanças no que toca ao visual desta casa, não resisti à mestria e criatividade do Miguel Vaz. Obrigado pelo novo banner e adeus ao antigo.

sábado, 3 de novembro de 2007

O exemplo que vem de Espanha

Boas ideias levam a bons projectos e a concretização destes leva a bons resultados. Assim espero que aconteça com «IdentidaD». A autodenominada “revista independente contra o pensamento único e o politicamente correcto” é, na verdade, um jornal profissional de excelente qualidade, tanto no conteúdo como no grafismo, distribuído publicamente, podendo ser encontrado nos quiosques do país vizinho. Dirigido por Enrique Ravello, conta com uma equipa de colaboradores espanhóis e estrangeiros para produzir mensalmente as quarenta páginas em formato tablóide com capa a cores e é vendido ao preço de € 3.

No número 1, que foi para as bancas há cerca de duas semanas, merece destaque o óptimo dossier sobre a imigração e crescimento económico em Espanha, que desmistifica a solução mágica de Zapatero de desenvolvimento. Podem também ler-se artigos sobre a situação política espanhola, a ETA, o perigo islâmico em Marrocos, a possibilidade de uma nova Guerra Fria entre os EUA e a Rússia, videojogos, maternidade, a proibição de Tintim, uma entrevista com Pierre Krebs e mais.

«IdentidaD» começou a ser levado a cabo em Março deste ano e entretanto foi feito um número experimental, que pode ser consultado aqui. Mas este projecto não se fica pelo jornal, mantém também uma agência de informação alternativa online chamada ID Press.

O título do editorial do número 1 é “Você pertence a uma elite: você lê…” É caso para dizer, junte-se à elite!

Amanhã à mesma hora

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Música (IX)

Mudando a música de fundo, mas continuando nos italianos, aqui fica “Tokyo Quattrocinque” de Skoll, retirada do álbum “Sole e Acciaio”, um trabalho de 2005 fortemente marcado por Yukio Mishima, como se adivinha pelo título.



Tokyo Quattrocinque


La guerra è finita rovine che svelano aperture nel cielo
Granelli di polvere si librano in volo (la guerra è finita)
Studenti passeggiano all’Università (la guerra è perduta)
Intorno più niente: macerie!
L’imperatore ha perduto l’immortalità non è più Dio c’han detto così sarà

Tokyo! Tokyo! Sprofondando nel disonore di questa realtà di questa città
Tokyo! Tokyo! Aspettando di nuovo il sole, c’è chi attenderà, c’è chi attenderà

Non molto lontano, pescatrici di ostriche si tuffano in mare
La notte si avventa sulla luce di un faro (la guerra è finita)
Un cielo stellato sulla costa di Yokohama (la guerra è perduta)
Intorno più niente: macerie!
L’imperatore ha perduto l’immortalità non è più Dio c’han detto così sarà

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Postal de Paris (III): Ponto de encontro

A Notre Dame, que melhor local poderíamos escolher? Aqui nos encontrámos com o Miguel, o eremita dos Cárpatos, que decidiu descer das montanhas para um encontro europeu entre amigos que não se viam há meses. Foi um daqueles momentos que ficam gravados na memória, porque a verdadeira amizade é eterna. Onde um abraço transmite o que milhares de palavras não conseguiriam, porque estas coisas não se explicam, sentem-se.

Outros tempos



Quando os desenhos animados não tinham quotas...

Postal de Paris (II): O vício dos livros

No vício, noite adentro, em Saint-Germain

Quem acompanha este blog e os que me conhecem sabem que o meu grande vício são os livros. Em Paris é difícil controlá-lo. O meu amigo João que o diga... (Um abraço e obrigado pela paciência!) Não foram só as horas na Librairie Nationale a ver, folhear, descobrir, conversar e comprar. Foram os alfarrabistas na margem do Sena, depois de palmilhar quilómetros, e as livrarias abertas à noite em Saint -Germain. Um deleite!

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Incómodo

Não estava cá quando recebi a notícia da vitória histórica da UDC/SVP nas eleições federais suíças, mas não posso deixar de referi-la. Dá-me sincero prazer ver os incomodados com a democracia, com a escolha popular, em especial depois de uma campanha de ódio e maledicência contra quem se atreve a defender os seus e a sua terra.

Postal de Paris (I): Para alguns amigos

Dedicado ao Pedro Guedes (a pensar no herdeiro que aí vem) e a todos os meus amigos que são contra o aborto.

Activistas anti-aborto manifestam-se em frente à Notre Dame.

Um português na XII Table Ronde

Crónica que escrevi para o Lusitânia Expresso, o programa português da Radio Bandiera Nera, do passado Domingo, disponível também no Novopress.

Desloquei-me este ano a Paris, mais concretamente a Villepreux, pequena localidade nos arredores da capital francesa, para a XII Table Ronde, a convite do Pierre Vial, presidente da Terre et Peuple, associação que organiza este encontro pan-europeu. Acompanharam-me dois amigos portugueses e desde logo nos sentimos em casa.

A Table Ronde decorre num óptimo local, de estilo campestre, que tem amplo estacionamento, espaços ao ar livre para confraternização e de passagem entre as grandes salas para a conferência, para os stands e para as refeições. O evento dura um dia inteiro, havendo intervenções na sala da conferência de manhã e à tarde, e um enorme salão onde estão presentes associações, movimentos, editoras de livros e de música, livrarias, revistas, bem como stands de artesanato e gastronomia.

A afluência é muito numerosa, originária de toda a Europa, mas com óbvia predominância francesa. Este ano, segundo me disseram depois de um cálculo provisório, foram ultrapassados os 800 participantes do ano passado, tendo havido mais de 1000 pessoas presentes. Um número que demonstra bem a vitalidade e a crescente importância deste encontro.

A conferência deste ano foi subordinada ao tema “liberdade para a História”, alusão directa às leis que em França impõem versões oficiais da História, impedindo o trabalho e a livre investigação dos historiadores. Da parte da manhã, houve duas intervenções. A primeira foi do diplomata de origem croata Tomislav Sunic, que criticou a História baseada em vitimizações por representar uma identidade negativa, aproveitando para falar ainda sobre o seu mais recente livro, Homo Americanus. Seguiu-se Henri-Paul Falavigna, director do colectivo “Crianças mártires de Beslan”, que falou sobre a desinformação que tem havido sobre este massacre de inocentes e sobre o trabalho que tem feito de recolha de dados e notícias sobre o mesmo e a sua compilação num CD.

Tempo depois para almoçar, comprar livros e música, pôr a conversa em dia com vários amigos e camaradas e conhecer novas pessoas e projectos. O ambiente estava óptimo e é sempre bom ver o espírito de camaradagem e entreajuda; dou aqui um exemplo a fixar, o de uma deputada do Vlaams Belang não teve quaisquer problemas em ajudar a servir no balcão de comidas rápidas.

Para além desta parte lúdica, tive que preparar a minha intervenção. Perante algumas faltas, como por exemplo a de Andreas Molau, impedido por estar em campanha eleitoral como candidato pelo NPD, fui convidado pelo Pierre Vial a falar sobre a situação portuguesa. Aceitei, claro, e tentei o meu melhor.


Duarte Branquinho, Pierre Vial e Jean Haudry
À tarde, abriu a sessão Gabriele Adinolfi, pensador e autor italiano, presidente do centro de estudos Polaris, que falou sobre a situação em Itália, nomeadamente como Mussolini é visto pela maioria das pessoas e sobre a forma como se pode tratar historicamente esse período, que é muito diferente do resto da Europa, mas onde começa já a haver entraves. Seguiu-se a minha intervenção, onde tive oportunidade de dar conta da perseguição aos nacionalistas em Portugal e também sobre as versões históricas politicamente correctas nos manuais escolares, terminando com um apelo à formação dos mais novos, inspirados pelos escuteiros da Europe-Jeunesse que havia visto no início do dia. Dei então lugar ao meu caro amigo Enrique Ravello, presidente da associação espanhola Tierra y Pueblo, que falou dos mitos da Guerra Civil de Espanha, numa altura em que o governo de Zapatero legislou sobre a memória histórica e voltou a abrir feridas profundas. Foi depois a vez de Éric Delcroix, advogado especialista na defesa da liberdade de expressão, que numa excelente intervenção, mostrou como o sistema judicial francês está refém de uma dicotomia do “bem” e do “mal” no que respeita a ideologias e investigações históricas.
A seguir pudemos ouvir Pierre Krebs, presidente do Thule Seminar, pensador e orador brilhante, que falou sobre o direito dos alemães à memória histórica e motivou a assistência para o combate pela nossa identidade, com a energia que o caracteriza. Encerrou os trabalhos Pierre Vial, que explicou que o nome e o tema da conferência era igual ao de uma associação criada por René Rémond e outros historiadores de referência contra as leis francesas que impõem versões oficiais e castram os historiadores, como a famosa lei Gayssot.

Foi a minha segunda presença na Table Ronde e uma óptima experiência que espero repetir para o próximo ano, de preferência com uma delegação nacional maior. Um ponto de encontro pan-europeu que deve ser uma fonte de inspiração para tantos projectos possíveis e necessários no nosso país.

sábado, 27 de outubro de 2007

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Tierra y Pueblo n.º 15


Há cerca de um mês atrás, o Eduardo Núñez passou por Lisboa e teve a amabilidade de me trazer o último número da excelente «Tierra y Pueblo», revista da associação espanhola homónima, na qual colabora. Tendo como interessante e oportuno tema de fundo a possibilidade de um novo modelo económico, conta com artigos de Enrique Ravello, Pierre Vial, Federico Traspedra, Joaquín Bochaca, Eduardo Núñez, entre outros, crítica de livros, cinema e não só. Imperdível!

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Cinemas de outro tempo

Veio hoje parar à minha caixa de correio um e-mail circular sobre os velhos cinemas de Lisboa, que me despertou algumas recordações.


O Cinema Alvalade, projectado pelo arquitecto Lima Franco em 1945 e inaugurado em 1953, ficava perto de minha casa e mesmo em frente à Escola Eugénio dos Santos, onde fiz o ciclo preparatório. Um dos filmes que me recordo de aí ver foi “A Corrida mais Louca do Mundo”. Em meados dos anos 80 do século passado, a IURD tomou conta do espaço, na sua vaga de ocupação de cinemas, para o abandonar em 2000, data a partir da qual foi totalmente vandalizado. Foi depois demolido para dar lugar a um novo edifício, actualmente em fase de conclusão.


O Cinema Império, magnífico edifício modernista projectado pelo arquitecto Cassiano Branco em 1947 e terminado em 1952, foi o local onde vi e me maravilhei com “O Império Contra-Ataca”. Classificado como imóvel de interesse público em 1996, resistiu à demolição e é actualmente ocupado pela IURD.


O Cinema Monumental, projectado pelo arquitecto Raul Rodrigues Lima e inaugurado em 1951, foi onde muito novo representei numa peça de teatro escolar, após a qual me esgueirei com alguns amigos para ver o filme “Rambo – A Fúria do Herói”. Foi demolido nos anos 80 do século passado e deu lugar a um caixote espelhado.

domingo, 14 de outubro de 2007

Em busca da «NRH»

No passado jantar das quartas, o meu amigo VL mostrou-me o último número de «La Nouvelle Revue d'Histoire», o 32, agradecendo-me por tê-lo alertado que a revista se vendia em Portugal. Quando vi a capa, com uma excelente imagem de Nicolau II da Rússia, apercebi-me que ainda não a tinha. Não cheguei a ver este número nos sítios onde habitualmente a compro e o VL ainda tentou conseguir-me um exemplar (obrigado!), mas em vão. Na passada sexta-feira pus-me em campo e, depois de ter corrido a Baixa, lembrei-me de ir ao Largo do Calhariz, ao sítio onde me abastecia de revistas quando trabalhava do Bairro Alto. Na mouche! O Luís, que eu não via há tempos, disse-me que este número tinha vendido bem e que eu o esgotava. Esta busca tem um lado extremamente positivo, a «NRH» está a ter grande aceitação em Portugal, o que é sinal que a qualidade é reconhecida, apreciada e procurada. Dá que pensar na quantidade de revistas de História estrangeiras que se vendem por cá, ao mesmo tempo que se assiste à falência da única nacional, exceptuando obviamente as revistas académicas. Tal demonstra que há público, mas que a oferta tenta impor modelos ultrapassados e não vai ao encontro da procura.

Voltando ao presente número da «NRH», cuja capa nos dá conta do óptimo dossier intitulado “1917, l’année fatale”, onde se analisam todas as frentes de guerra, a Rússia como teatro das revoluções que vão mudar a história do mundo e a entrada dos EUA na guerra. Para além de um “quem é quem na Revolução” e um excelente artigo sobre a forma como o cinema viu a revolução. Destaque ainda para a análise da crise no jornal «Le Monde», por Jean-Claude Valla, e o artigo sobre a trágica epopeia de Numância, de Yann Le Gwalc'h.

Programa (de rádio) para hoje

sábado, 13 de outubro de 2007

Alinhados?

Que se passou com a República dos Desalinhados? Será que os seus membros alinharam? Uma provocação amiga a um espaço que faz falta na blogosfera.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Lusitânia Expresso


Lusitânia Expresso” é o programa português da Radio Bandiera Nera, transmitido on line todos os Domingos, entre as 12 e as 14 horas. Uma excelente iniciativa a não perder e a apoiar.

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Liberdade imediata para os nacionalistas

A República imaginária

Diz o preâmbulo da Constituição da República Portuguesa (parte que, mesmo analisada tendo em conta o elemento histórico da interpretação da lei, incompreensivelmente lá continua apesar das sucessivas revisões) que “a Revolução restituiu aos Portugueses os direitos e liberdades fundamentais”. Atente-se ao verbo “restituir”, este implica que se veio repor uma situação, que só se pode presumir que seja a da I República, isto é, o paraíso idílico criado pelos mesmos revolucionários para quem “fascismo” e “ditadura” eram a mesma coisa — a Ditadura Militar e o Estado Novo, com o consulado marcellista, constituíam um todo, sem distinções, que era a página negra da História nacional que urgia virar.

Mas a I República estava bastante longe do éden adâmico apresentado pelos abrileiros. Representava, aliás, exactamente o contrário do que estes diziam defender em vários pontos-chave. Um regime onde existira a censura, que mandara soldados para a guerra, que nunca abdicara das colónias, onde a perseguição política e religiosa foi impiedosa, comandado por um partido que podia não ser único, mas sobrepunha-se (impunha-se) a todos os outros.

Esta incómoda realidade, pouco “democrática” segundo os padrões hodiernos, nascida do crime do regicídio e não da vontade ou expressão popular, é hoje sobejamente conhecida. Seria de esperar, por isso, que não se insistisse em mistificações, que alguns pretendem desculpar aos ânimos exaltados da insolação do Verão quente. Hoje exigia-se outra (com)postura, mas nas recentes comemorações oficiais do 5 de Outubro e na preparação do centenário da República percebeu-se que nada mudou.

O artigo de Rui Ramos, no «Público» de ontem, intitulado “História viva”, fala exactamente sobre este tema. Diz ele que, insensatamente, a Comissão de Projectos para as Comemorações do Centenário da República, no seu relatório, pede “às autoridades e aos cidadãos que, durante uns tempos, façam de conta que estão a continuar a obra "inacabada" dos Republicanos de 1910”. O mesmo é dizer que o mito se mantém vivo e defendido ao mais alto nível. O historiador diz ainda que, para construir o que considera um “disparate”, a comissão transformou estes republicanos “naquilo que eles nunca foram” e “atribui-lhes, por exemplo, a invenção da actual cidadania democrática, quando o que eles fizeram foi restringir o direito de voto que a monarquia alargara. Escondeu-lhes, por outro lado, a crença colonial, suficientemente acesa para Afonso Costa proclamar, perante o genocídio das populações do Sul de Angola em 1915, que "não nos deixemos mover por idealismos".

Mas Rui Ramos tem o cuidado de se defender, afirmando que não pretende criticar a I República, pois isso “segundo a comissão, só fazem os fascistas”. Veja-se o espírito democrático destes tipos, quem critica é “fascista”! Só falta mesmo dizer: cuidadinho, ou chamamos a “Formiga Branca”…

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Do processo penal

Ao ler a entrevista de Garcia Pereira, enquanto candidato à Ordem dos Advogados, na última edição do semanário «O Diabo», lembrei-me do caso de que falei ontem. Sobre as reformas do Código Penal e do Código de Processo Penal, diz ele: “A reforma do Processo Penal, que nasceu espantosamente de um acordo entre partidos e da qual os advogados foram expulsos deixou quase tudo na mesma. O Ministério Público continua a fazer o que bem quer, sem efectivo controlo quer por parte dos sujeitos processuais quer no que respeita ao controlo jurisdicional na fase de inquérito. A fase de instrução é pouco mais que uma farsa já que não podem ser pedidas diligências que foram efectuadas no inquérito. Esta lógica do Processo Penal, em que o princípio de «igualdade de armas» está completamente destruído à partida; em que o princípio do contraditório também está gravemente posto em causa; e em que os advogados estão expulsos da dinâmica do processo continua por resolver. E é completamente irresponsável o Governo ter aproveitado o mês de Agosto para pôr cá fora um conjunto de diplomas absolutamente essenciais para a generalidade dos cidadãos que entraram imediatamente em vigor.” Fosse eu advogado e já sabia em quem votar.

Ainda o Che

O santo padroeiro da esquerda revolucionária, aquele que está em todo o lado — estampado das t-shirts às cuecas, dos cadernos às paredes —, é um caso de marketing de sucesso. É uma marca que, para além de internacional, serve para praticamente tudo o que nos possamos lembrar. Mas o tempo abre sempre brechas nas estátuas; todas as construções se deterioram e acabam por desabar. O Che é isso mesmo, uma construção. Socorro-me aqui de Jacobo Manchover, refugiado cubano exilado em França e autor da recém-publicada biografia “The Hidden Face of Che” (A Face Oculta de Che), que afirmou que “atacar uma figura quase lendária não é uma tarefa fácil”. Mas talvez não seja impossível. Para Manchover, os defensores de Che “forjaram o culto de um herói intocável”, nomeadamente os intelectuais franceses que visitaram Havana nos primeiros anos do regime.

Che Guevara, que assistia fumando charuto a inúmeras execuções, quando não premia o gatilho, é para muitos um derrotado. É o caso do historiador cubano Jaime Suchlicki, para quem o ícone da esquerda “como médico, nunca exerceu a profissão. Como ministro e embaixador, não conseguiu o que queria. Como guerrilheiro, foi eficiente apenas a matar por causas sem futuro”. Será que ainda assistiremos ao fim de um mito?

terça-feira, 9 de outubro de 2007

A reboque

Com todo o “barulho das luzes” mediático em torno da “extrema-direita”, do “processo dos skinheads”, da carta do Mário Machado e da profanação do cemitério judaico, há quem esteja bem atento e não hesite em aproveitar a onda. Sabendo que o “perigo nazi” é notícia garantida, ainda para mais quando a histeria está instalada, o SOS Racistas — grupelho para o qual o racismo tem apenas um sentido — não perdeu tempo. Denunciou que “Os skinheads estão a levar o terror às escolas da Margem Sul. Estão a crescer e a recrutar jovens nas secundárias, há miúdos de 14 e 15 anos que andam com t-shirts do Hitler”. É no mínimo suspeito que quando se denunciam ataques de gangs étnicos isso é considerado um alarmismo racista e xenófobo, mas este tipo de idiotices é apresentado como sério e difundido pela Lusa. O responsável por esta chamada de atenção foi Nuno Chulagge, “mestre de hip-hop”, um racista que disse pérolas como “Portugal é um país racista e hipócrita” ou “os imigrantes têm o direito de vir para a Europa buscar aquilo que o Ocidente lhes tem vindo a roubar” e que “propõe que os negros se organizem e comecem a lutar pelo seu "power". Em vez de trabalharem para a riqueza dos outros, devem, sim, trabalhar para a sua, gerar postos de trabalho dentro da sua comunidade, procurar uma educação própria”, numa entrevista descoberta pelo HNO, que a republicou aqui.

Do “perigo nazi” e suas sequelas

Quando li na imprensa as primeiras notícias sobre as “ameaças” à procuradora responsável pelo processo contra a “extrema-direita”, pensei por momentos que acéfalos do tipo dos que profanaram o cemitério judaico de Lisboa haviam atacado de novo. Mas num processo de contornos kafkianos e que quase assume a perseguição política, não podemos ser precipitados. Muitos menos acreditar nos media sem confirmar as fontes. Neste caso concreto, depois de ler a famigerada carta, é difícil encontrar ameaças explícitas. Estas parecem ter sido depreendidas por certa imprensa — ávida de perigos iminentes — da frase “Os nacionalistas jamais se deverão esquecer deste nome [Cândida Vilar], pois esta senhora foi a responsável, e não a PJ (apesar de tudo), pela maior perseguição política dos últimos 30 anos” e da citação de Ramalho Ortigão “As ideias são como os tratados... pouco vale firmá-las com tinta... quando não somos capazes de confirmá-las com uma gota do nosso sangue”. Ameaças? Rebuscado, no mínimo. Estas notícias são do mais fabricado que há.

Mas a dita carta contém elementos bastante interessantes que não se viram nestas primeiras notícias, mais preocupadas em extrapolar fantasiando. É disto exemplo algo que li no «Público» de hoje: “Afirmando estar a ser alvo de perseguição política, Mário Machado cita depois uma alegada conversa que terá mantido com um inspector da Direcção Central de Combate ao Banditismo (DCCB) da Polícia Judiciária, no seguimento da qual o investigador, citando Cândida Vilar, lhe teria dito: "O Mário tem de pagar por tudo o que de mau o meu pai passou aquando do Estado Novo."” É de averiguar. A ser verdade, explica muita coisa...

O Mário Machado pode ter muitos defeitos e ter cometido muitos erros, mas tal nada tem que ver com as alarvidades cometidas neste caso. Será que perante ideologias, ideias e posturas consideradas incorrectas, incómodas e “perigosas” politicamente se esquece o Estado de Direito democrático? O que se seguirá?

Como li no blog Contra Ordem: “basta uma opinião divergente — mesmo partilhada e por disparatada que seja — para ser preso?

Uma “curiosidade” mil vezes repetida... (II)

Na sequência do post anterior com o mesmo título, cabe-me agradecer ao jornal «Meia Hora», mais concretamente à jornalista Margarida Caseiro, pela resposta e pela publicação do meu texto na edição de hoje.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Blog em destaque

Como alguns dos habituées desta casa já devem ter reparado, iniciei na coluna ao lado um espaço chamado “Blog em destaque”. Tornando-se o conteúdo óbvio pelo título, resta-me dizer que inaugura a secção o muito recomendável Contra Ordem, implacável na crítica à (des)Ordem dos Advogados e ao sistema judicial.

Uma lição de Fritz Lang

A reter, a lição do grande mestre do cinema Fritz Lang, lembrada hoje no «DN» por João Lopes: “Quando um realizador — ou talvez a palavra indicada seja criador de filmes — faz um filme, e o filme não exprime aquilo que ele quer dizer, e ele precisa de dar uma entrevista para explicar o como e o porquê, então é um péssimo realizador e não devia fazer filmes.

Kosovo: entre sérvios e albaneses

Na última edição da revista «Única», parte do semanário «Expresso», foi publicado um artigo que compara a vida de duas portuguesas que vivem actualmente no Kosovo, uma casou com um albanês, outra com um sérvio.

Elisabete, de 27 anos, casou há oito anos com um albanês que conheceu na Alemanha. Hoje vive enclausurada em casa dos sogros; não pode sair, “é o costume da terra”. Apesar de estar “farta de pobreza e de atraso” e querer vir embora, não pode. O marido conseguiu legalizar-se devido ao casamento e continua na Alemanha, mas não permite que a mulher saia do Kosovo, para garanti-lo ficou-lhe com o passaporte. Sobre a guerra e a situação actual diz: “Vocês devem ter feito alguma coisa para os sérvios vos atacarem. Agora querem ser independentes. Como? Viver de quê? Aqui só há corrupção!

Entre os sérvios vive há 25 anos Natália com o marido, com quem casou em Paris. Diz que ainda se lembra de quando na então Jugoslávia “viviam todos misturados, sérvios, macedónios e montenegrinos e já os albanos [sic] faziam com que as outras raças não tivessem lugar”. Perante a acusação aos sérvios de limpeza étnica, é categórica: “os albanos é que começaram nunca quiseram integrar-se nem tolerar outras culturas”.

Experiências pessoais que demonstram que as etiquetas “bons” e “maus”, que tantas vezes vemos repetidas na imprensa desinformada, não fazem qualquer sentido.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Da monarquia à república num pedaço de papel

Vasculhando por entre antigos documentos de família, encontrei alguns bem curiosos, referentes à carreira militar do meu bisavô paterno. Abaixo está o diploma da Escola do Regimento de Infantaria n.º 14, datado de 19 de Agosto de 1911, que tem uma particularidade deveras interessante.

Tendo em conta a data, a República era ainda recém-nascida e que papel oficial republicano devia ser coisa rara — se não inexistente, pelo menos no dito regimento —, o desenrascanço português solucionou o problema, colando por cima da coroa um pedaço de papel.


De cerca de dez anos depois, mais concretamente de 27 de Maio de 1922, encontrei a carta abaixo, referente à promoção do meu bisavô a tenente, já oficialmente republicana e com a particularidade de estar assinada pelo próprio presidente da República da altura, António José de Almeida.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Uma “curiosidade” mil vezes repetida...

O diário gratuito «Meia-Hora» de hoje publica um dossier intitulado “Monarquias superam Repúblicas em índice de desenvolvimento”, que inclui uma coluna com “curiosidades em Portugal e no estrangeiro”. Aí se diz que “o reinado mais curto da História é português e durou 20 minutos”. Não é a primeira vez que vejo esta dita “curiosidade”, e por isso é necessário que se tente evitar a sua futura difusão. Refere-se ao regicídio e ao facto de o príncipe real D. Luís Filipe ter morrido minutos após o seu pai, o rei D. Carlos. Segundo o jornal, “nesse hiato, Luís Filipe foi rei de Portugal”. Ora tal não é verdade, já que no nosso país só poderia acontecer após a aclamação, o acto de reconhecimento do herdeiro ao trono como novo rei de Portugal. A D. Carlos, como é sabido, sucedeu D. Manuel II, seu filho e último rei de Portugal.

PS - Este texto foi enviado para o e-mail do jornal.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Combate cultural

No passado sábado tive a oportunidade de participar na conferência “Batalha Cultural do Nacionalismo”, organizada pelo PNR, que decorreu na sede renovada do partido. Para além do óptimo espaço, que se tornou num ponto de encontro nacionalista em Lisboa, louvo também o orador, o meu amigo e camarada Bruno Oliveira Santos, por ter conseguido, com a clareza e eloquência que o caracterizam, gerar o interesse e a motivação da assistência para um tema tão importante como este.

Não vou aqui repeti-lo, mas nunca é demais salientar a importância do combate cultural. Gostei de ver que os militantes que mais intervieram, na sua maioria estudantes universitários e com quem falei no final, estão cientes de que tal constitui a fundação do edifício que nos propomos construir.

É também óptimo ver que o PNR não esquece o combate cultural, nem o menospreza. Esta conferência foi apenas mais uma das que se têm realizado todos os fins-de-semana, sobre variados temas, sempre com um público diversificado, de militantes, simpatizantes, interessados, ou simples curiosos. Para além destas actividades, que vão continuar (estejam atentos), o partido iniciou a constituição da sua biblioteca e conta com doações para aumentar o seu acervo. A Juventude Nacionalista também tem actuado neste campo, como por exemplo com a recente denúncia do estado de degradação do Jardim do Torel. Um excelente trabalho!

Notas sobre a semana que passou

PPD vs. PSD — Gosto sempre de ver os “democráticos” a criticar as directas, os barões contra as bases e a baixa política no interior do que se diz o maior partido português. É realmente difícil a democracia dos partidos com partidos sem democracia.

Braindead — Leio a notícias que dois indivíduos de cabeça rapada (por dentro, como diria o saudoso Rodrigo Emílio) foram apanhados em flagrante delito enquanto profanavam campas do cemitério judaico de Lisboa. Não vou repetir o que já foi dito sobre pessoas nas quais entre as orelhas passa não uma aragem mas uma verdadeira corrente de ar. Digo apenas que não compreendo a falta de respeito pelos mortos.

Birmanices — A todos os que ficaram incomodados com os recentes acontecimentos no autoproclamado Myanmar, aconselho um tour mundial onde apliquem os mesmos critérios. Não é um exercício desculpabilizante, até porque a situação na Birmânia não é de agora, é um abrir de olhos para a hipocrisia da política externa.

My friend Bob — Lembram-se do outro que tinha o “mon ami…”? Pois agora a coisa piorou e de que maneira. Sócrates habilita-se a ter o “my friend” — dito em inglês técnico, claro está — no Zimbabwe. A vinda de Mugabe a Portugal, enquanto país que preside à União Europeia, é a consagração do paradigma dos cleptocratas africanos e racistas anti-brancos. Parabéns! Estamos no bom caminho para a destruição nacional e europeia.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Compras de Verão

Gabava há dias uma compra de Verão, numa conversa entre amigos, quando me dei conta que o tempo passou e não referi aqui essa aquisição de tamanho interesse. Trata-se do opúsculo “De Marinetti aos Dimensionistas”, de Dutra Faria. É um dos 1000 exemplares numerados e rubricados pelo autor, publicados pelas Edições Acção, que reproduzem a conferência lida na I Exposição dos Artistas Modernos Independentes, em 20 de Junho de 1936, e incluem em apêndice o Manifesto Dimensionista, traduzido por António Pedro.
Este achado deu à costa — literalmente — numa tarde de Verão enublada que permitiu uma volta na pequena feira de antiguidades, velharias e livros da Costa da Caparica. Para além deste, ainda trouxe uns folhetos de Alfredo Pimenta e uns livros baratinhos. Uma óptima surpresa!

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Chinatown, Lisboa?

Confesso que o episódio da Chinatown proposta por Maria José Nogueira Pinto me tem divertido. As lojas chinesas são uma praga; não só em Lisboa, mas em todo o país. Pouco ou nada tem sido feito para denunciar esta situação, com a honrosa excepção do PNR, o que provocou automaticamente um caso de perseguição política, para o qual alertei aqui.

Agora, a Zezinha, como é carinhosamente tratada pela imprensa, defende a concentração do comércio chinês num único local. Foi um fartote! Mais uma que é etiquetada com a conveniente classificação de “racista”. Aquele grupelho dos SOS Racistas, até a acusou de “limpeza étnica”! Os dislates do costume...

Quanto à localização das lojas chinesas que existem em Portugal, tenho uma proposta: República Popular da China.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Na dúvida, é “nazi”...

Segundo noticia hoje o jornal «Público», Eva Herman, descrita como “uma das personalidades mais importantes da televisão alemã”, foi despedida a estação onde trabalhava por dizer que “valores como a família, a infância e a maternidade, que também foram promovidos durante o III Reich, foram destruídos pela geração de 1968”, durante a apresentação do seu último livro, cujo tema é exactamente “salvar a família”.

Com todas as falhas e faltas que possa ter esta notícia, é suficiente para chegarmos à conclusão que uma afirmação deste género, apesar de não ser necessariamente ideológica, choca na actual Alemanha dos tabus. Arrisco-me a sugerir que esta autora sabia bem o que se seguiria às suas palavras, que chegaram até Portugal, ou não fosse este um dos temas mais vendáveis hoje em dia. O seu objectivo era apenas publicidade e obteve-a.

Podemos especular sobre as posições polémicas de Eva Herman. Podemos até ironizar que o seu nome “Eva”, como a sua homónima de apelido Braun (ou Hitler, perdoem-me os preciosistas), “Herman”, como Herminius, esse verdadeiro “Viriato germânico”, é uma composição do mais nazi que há. Mas a verdade é que a dita senhora, para felicidade da politicamente correcta Alemanha, apoia iniciativas como a “Laut gegen Nazis”, para que não restem dúvidas.

Desta manobra publicitária há uma lição a reter: muito cuidado da próxima vez que louvarem, por exemplo, a Autobahn.

O lado negro da história é que se esquece rapidamente o gravíssimo problema da família e da natalidade na Europa, em favor do recorrente, mas bastante gasto, apedrejamento de fantasmas nazis.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

«Jovens dos PALOP mais problemáticos»

Descansem os agentes das brigadas do politicamente correcto que este título não é meu, é de uma notícia do «Portugal Diário». Pior, baseia-se num estudo divulgado na Revista de Estudos Demográficos do INE, segundo o qual “os adolescentes oriundos dos PALOP envolvem-se mais em comportamentos de violência, consomem mais tabaco, haxixe e álcool e têm comportamentos sexuais com maior risco para a saúde do que os portugueses”.

Gosto sempre de pensar nas dores de cabeças dos imigrófilos bem-pensantes com estudos e constatações do género. Já lhes bastava a famigerada “extrema-direita”, ainda têm que lidar notícias “problemáticas” destas. Mas o incómodo é pouco, quase de certeza, pois já deve estar pronta a disparar a eterna justificação de que “a culpa é nossa”...

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Epigrama Muito Sentido

Para o Carlos Cunha
também exilado longe…

Sou peixe do meu regato
de grandes rios não sou.
Sou peixe de águas livres
e deixo aos peixes vermelhos
os cristais dum aquário.

Sou peixe que gosta de águas
puras, clamas, cristalinas.
Deixo, pois, aos outros peixes
os grandes rios que são
a foz dos grandes destinos.

Do meu, não. Quero-me
assim, ledo e feliz,
na liberdade conseguida
dentro das águas tranquilas
de um regato de província,
onde as crianças vão brincar,
onde também vão beber
homens e bichos da Terra,
criaturas como eu
com ânsias de liberdade.

Sou peixe do meu regato
dos grandes rios não sou.
quero por isso águas livres
deixando aos peixes vermelhos
as delícias do aquário.

S. Paulo – 8.1.75

Amândio César
in «País em Fuga», Edições a Rua (1977).

Boletim Evoliano n.º 1

Racismos (VI)

Leio na última edição da revista «Sábado» uma notícia sobre a qual já se teclou na Blogosfera, mas de que nunca é demais falar. Na página, assinada por João Vaz, denominada “Insólito”, deparo-me com um pequeno texto intitulado “Inglesa loira recusada na função pública” e penso, automaticamente, nas piadas discriminatórias ultimamente tão em voga. A prosa não tem, no entanto, graça nenhuma. Dá-nos conta de um caso de discriminação racial contra a britânica Abigail Howart, de 18 anos, que viu a sua candidatura a um emprego público recusada apenas por ser branca e inglesa. Escandaloso? Racista? Impensável? Os sociólogos integracionistas de serviço — técnicos da utopia — responderão prontamente que não. Pelo contrário, esta medida é perfeitamente aceitável e compreensível, já que o politicamente correcto Reino Unido está apenas a tentar cumprir as metas do Race Relations Act, ou seja, está a discriminar para acabar com a discriminação. Não faz todo o sentido?

Curioso, mas também sem graça, é que o jornalista da «Sábado» considere este caso “insólito”. O racismo anti-branco há muito que deixou de ser insólito na Europa. Aliás, como o demonstra a notícia, tornou-se doutrina oficial. Institucionalizou-se.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Notas eleitorais (II): Voo a pique

A aventura monteirista chegou ao fim. Dizem-me alguns andorinhas que, para eles, este voo em Lisboa foi a pique e, por isso, o último. Para quem tinha enchido a barriga com um deputado regional, convém dar aqui um breve esclarecimento. O ponto de honra na Madeira deveu-se ao trabalho do cunhado do presidente da Nova Democracia, não à representação paga de um actor. Essas palhaçadas, aliás, serviram apenas de notícia no continente, não mobilizaram os eleitores. Veja-se como a mesma receita aplicada à capital — palhaçadas e ausência de ideias e propostas — enterrou um nado-morto.

Notas eleitorais (I): A vitória interna

No caso do PNR, muitos são os que desvalorizam a duplicação do resultado naquele que consideram um “pequeno partido”. Os resultados são sempre relativos, mas quando se sobe desta maneira e se fica à frente de outros três “pequenos”, dificilmente podemos conter a alegria.

No entanto, no caso do PNR há uma vitória interna que importa referir. Para além do resultado, estas eleições — imprevistas — mobilizaram os militantes, que tornaram possíveis acções de campanha diárias. O presidente do PNR consagrou a sua posição no seio do partido e conseguiu maior projecção nos media, apesar de um boicote inaceitável. Por último, dobrou-se o número de delegados às mesas de voto, essenciais para o controlo do processo eleitoral.

O caminho é árduo e lento, mas tem vindo a ser percorrido. As recompensas, por parcas que sejam, são sempre moralizadoras.

Comentário eleitoral

Os resultados das eleições intercalares para a Câmara Municipal de Lisboa já foram bastante comentados, o que justifica a minha breve apreciação. Se a abstenção contribuiu para descredibilizar, ainda mais, o sistema eleitoral (por favor abandonem a estafada desculpa meteorológica), os poucos que votaram demonstram que estão fartos dos partidos do costume e uma percentagem relevante optou por listas “independentes” — na realidade dissidentes — o que não deixa de ser curioso. Perante esta queda generalizada, apenas dois partidos subiram, curiosamente ambos anti-sistema, apesar de se colocarem em áreas políticas opostas.

As coisas estão a mudar e em breve este cenário será transposto para eleições legislativas. Portugal começará a livrar-se dos estáticos e perpétuos partidos paridos de Abril, que se assenhoraram ad aeternum das instâncias do poder nacional, a fazer lembrar o desactualizado e ultrapassado Conselho de Segurança da ONU.

Estejamos atentos às mudanças, mas sempre preparados.

sexta-feira, 13 de julho de 2007

No Domingo vota PNR

Imagens de campanha (IV)

Campanha do PNR no Mercado de Alcântara

Imagens de campanha (III)

José Pinto-Coelho em Alcântara

Notas de campanha: Alcântara


No último dia de campanha, acompanhei a acção na freguesia de Alcântara, durante a manhã, que mais uma vez correu bem. Nesta zona que é um dos bastiões comunistas da capital, sentiu-se a receptividade dos taxistas, pequenos comerciantes e vendedores do mercado. Durante o contacto com a população, as queixas mais ouvidas foram relativamente à insegurança sentida e às dificuldades do pequeno comércio, em especial no mercado.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Imagens de campanha (II)

José Pinto-Coelho e a Dona Aurora, vendedora no Mercado da Encarnação Norte

Notas de campanha: Olivais

Dia após dia, a campanha do PNR é cada vez mais um sucesso. Hoje, durante a acção na freguesia de Santa Maria dos Olivais, José Pinto-Coelho e a sua comitiva, juntamente com militantes locais, encontraram vários simpatizantes e conseguiram captar o apoio popular. De visita a vários mercados e estabelecimentos comerciais, os militantes do partido e o seu presidente foram excepcionalmente bem recebidos.

José Pinto-Coelho em campanha nos Olivais

No Mercado da Encarnação Norte, onde se iniciou o percurso, várias vendedoras manifestaram efusivamente o seu apoio ao candidato nacionalista, querendo ser fotografadas com ele e afixando folhetos e autocolantes nas suas bancas. Durante essa visita, várias pessoas acompanharam a comitiva do PNR, gritando no final as palavras de ordem “Portugal aos Portugueses”. No Mercado da Encarnação Sul as manifestações de apoio repetiram-se e José Pinto-Coelho ouviu atentamente as queixas dos vendedores, nomeadamente a falta de um monta-cargas. Na rua, nas lojas e nos cafés a receptividade foi igualmente óptima.

Imagens de campanha (I)

José Pinto-Coelho entrevistado pela Lusa e pela TSF nos Olivais

No Domingo vota pela segurança

Notas de campanha: Marvila

Ontem integrei a acção campanha do PNR em Marvila, que mais uma vez correu optimamente. A receptividade popular foi excelente e os habitantes daquela freguesia reagiram positivamente à presença de José Pinto-Coelho e às suas propostas.

Auxiliado por militantes locais e acompanhado por uma comitiva, o presidente do PNR percorreu as ruas até ao centro deste bairro histórico, hoje bastante degradado, contactando com os transeuntes e ouvindo os seus problemas. A maioria conhecia já o partido e, para além dos que afirmaram votar habitualmente nos nacionalistas, houve quem garantisse que no próximo Domingo votava no PNR.

Houve algumas situações curiosas, como a proprietária de um café que ofereceu uma garrafa de água a uma militante por ser apoiante convicta do PNR há muito tempo, ou como uma senhora que disse que votava em José Pinto-Coelho, explicando depois bem baixinho que era “por ser de Direita”. O presidente do partido agradeceu a confiança dizendo que ela podia revelar as suas convicções bem alto, espantando-se de seguida com o facto de ainda subsistirem em Portugal tabus políticos destes.

No Domingo vota pelos nossos comerciantes

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Blogosfera e activismo

Quando acho que sou pessimista, ligo ao BOS... Escrevo aqui esta frase que repito várias vezes, porque no meu regresso à blogosfera dei de caras com as razões para o absentismo blogosférico do Bruno. Eu também esperava mais da blogosfera dita “nacional”, mas tenho que admitir que foi um excelente ponto de contacto e de debate, apesar dos egomaníacos, autopromotores e caluniadores do costume. Agora a coisa abrandou, perdeu a novidade e desceu na lista de prioridades. É bom que tenhamos presente que o activismo não se resume a um teclado. As ausências e o consequente esmorecimento da blogosfera nacional não espelham o estado da “área nacionalista”. Pelo contrário, nestes últimos tempos tenho assistido ao crescimento e fortalecimento do PNR. Partido alvo de muitas críticas, algumas com as quais estou de acordo, mas do qual nunca me desliguei. Entendo que é o nosso partido no combate político nacional e não são quezílias pessoais ou boatos infundados que o vão impedir de traçar o caminho necessário.

Integro a lista do PNR à Câmara Municipal de Lisboa e, como para o BOS, essa é a minha prioridade agora. Até Domingo só dá eleições nesta casa, não se admirem. A campanha tem sido óptima e temos tido uma projecção mediática e uma receptividade popular que de certo se vão reflectir nos resultados. Mas o mais importante não são os números, é ver a crescente militância em prol de ideias — as nossas ideias. Como disse ainda hoje a uma jornalista, durante uma acção de rua, estas eleições foram um teste que vencemos claramente. Apesar da falta de tempo, de meios e de dinheiro, o PNR conseguiu apresentar a sua candidatura e organizar uma campanha diária porque tem o mais valioso capital de todos: o esforço e dedicação dos seus militantes.

Quero ainda deixar aqui um forte abraço ao meu amigo e camarada José Pinto-Coelho, saudando-lhe a coragem e determinação com que defende Portugal e os Portugueses.

No Domingo vota em quem é preciso