quinta-feira, 31 de março de 2005

Ausência temporária

Infelizmente, tenho estado praticamente ausente da blogosfera nos últimos dias. Deixei passar alguns assuntos que gostaria de ter comentado, que terão de ficar para uma próxima oportunidade. No entanto, apesar de tardiamente, não posso deixar de lembrar aqui que fez um ano na passada segunda-feira que faleceu Rodrigo Emílio. Em sua memória deixo apenas uma palavra bem portuguesa: Saudade.

Aproveito também para lembrar que é já depois de amanhã, sábado, pelas 15 horas, no Palácio da Independência em Lisboa, que a SHIP homenageia este poeta e ensaísta.

sexta-feira, 25 de março de 2005

Museus e turismo cultural

A edição de hoje do jornal Público, traz em destaque uma notícia sobre a política de acesso aos museus, onde se compara a situação portuguesa com os museus mais visitados do mundo. Não é difícil adivinhar o que se passa no nosso país, os portugueses não têm o hábito de visitar museus e o turismo quase não está orientado para a vertente cultural.

Eu próprio, que vou ocasionalmente a museus em Portugal, não perco a oportunidade de os visitar sempre que vou a outro país. Tenho um amigo que costuma dizer, quase orgulhoso, que só foi a museus em visitas escolares, mas que me contou ter esperado quase uma hora numa longa fila para entrar no Louvre. Esta é uma mentalidade que devíamos mudar. Nesta era da globalização massificadora, estes espaços dão-nos a conhecer a nossa cultura, ligando-nos às nossas raízes e reforçando a nossa identidade.

Para além desta alteração do comportamento nacional, urge mudar radicalmente a nossa política de turismo. Portugal não pode continuar a ser a sunny beach da Europa. Para além de haver muitas outras praias europeias, chega a ser mais barato uma semana em sítios como a Tunísia do que uma no Algarve, e a uns euros mais de distância estão destinos como o Brasil ou a República Dominicana. Aqui, os operadores turísticos nacionais têm que aprender com a lição da indústria têxtil que sobreviveu em Portugal e que não o conseguiu com os mais baixos preços, conseguiu-o com inovação, apresentado qualidade e originalidade. Não podemos continuar na ilusão de que os nossos quilómetros de óptimas praias nos garantem, por si só, multidões de turistas. Há que apostar na diferença e o turismo cultural é um excelente trunfo, num país com uma riqueza histórica como o nosso. Há que seguir os bons exemplos que começam já a surgir, como o caso do vale do Douro.

Aqui ficam algumas sugestões para o fim-de-semana:

- Museu Nacional de Arte Antiga
- Museu Nacional de Arqueologia
- Museu Nacional de Soares dos Reis
- Museu do Brinquedo
- Museu Monográfico de Conímbriga
- Museu da Sociedade Martins Sarmento

Para outras sugestões, consultar:

- Instituto Português de Museus
- Rede Portuguesa de Museus

terça-feira, 22 de março de 2005

“Anti-racistas de uma banda só”

Nas sempre recomendáveis “Coisas de O Diabo”, publicadas na última página deste semanário, vem hoje uma referência a uma atitude que pessoalmente me chamou a atenção na Sic Notícias, mas ao que parece também se alargou a outros meios de comunicação social no passado fim-de-semana. Aqui vos deixo o texto desta excelente reflexão sobre um exemplo claro de “dois pesos e duas medidas”:

«Anti-racistas de uma banda só
Estranha , a preocupação de certas televisões e jornais de identificarem (repetidamente) como sendo branco (
sic), o assassino de dois guardas da PSP, no domingo passado, junto a um bar da Amadora.
E dizemos estranha preocupação, porquanto se trata de órgãos de informação que, por sistema, se recusam a revelar a raça ou a etnia dos criminosos, quando se trata de não-brancos..., alegando que tal seria uma manifestação “racista”.
Anti-racismo de uma banda só?
»

Blogs n'O Diabo (V)

Depois de ausente na última edição do semanário «O Diabo», Walter Ventura voltou com o seu excelente “O Diabo a Sete” e na coluna “Os meus blogues” está de regresso o meu amigo Pedro Guedes com o texto “De Profundis - A Pátria em urna...”

segunda-feira, 21 de março de 2005

Classificação bibliográfica

Fui hoje à Fnac do Colombo para adquirir o recém-publicado «A guerra como experiência interior», de Ernst Jünger. Não pensei que fosse difícil localizá-lo, já que o meu amigo Roberto de Moraes me havia alertado para o facto de o livro ter sido classificado como “Filosofia” na Fnac do Chiado e que no El Corte Inglés o mesmo estava numa secção “Ciências Militares”, invulgar noutras livrarias.

Uma vez dentro da loja, dirigi-me directamente à “Filosofia” para descobrir prontamente que não ia ser tão rápido como imaginara. Pensei que talvez aqui o tivessem classificado bem, o que, segundo as secções existentes, significava que estaria arrumado na “Literatura traduzida”. Mais um “tiro na água”. Decidi então recorrer a uma funcionária que, com o auxílio do computador, me disse poder encontrá-lo em “Política”. Perante a minha expressão, justificou-se: «O senhor sabe, viram “guerra” e puseram na Política». Eu sabia… A única coisa que eu realmente sabia era que de classificação ninguém sabia. Assim, fui novamente ao encontro do livro, desta vez devidamente escoltado pela funcionária, e já não me espantei quando em “Política” também não constava.

Restou-me esperar enquanto ela serpenteou por entre os balcões onde estão expostas as novidades, até parar e dizer desanuviada: «Está aqui!». Agradeci-lhe, não resistindo a ler de seguida em voz alta, antes que ela se afastasse, o que estava escrito na placa que identificava o balcão: «História de Portugal!»

Rodrigo

Nasceu ontem o meu primeiro sobrinho, foi às 21:15 e a balança marcou três quilos setecentos e qualquer coisa. Fui hoje vê-lo ao Hospital. Já sabia o que era ser um pai babado, agora sei o que é ser um tio babado.

Criminalidade violenta em alta

Foram assassinados mais dois polícias na Amadora, fazendo crescer a onda de criminalidade violenta que se vem abatendo sobre o nosso país. Vítimas de uma cultura do crime que até há pouco tempo nos era estranha, porque a multiculturalidade não traz só coisas “boas” como querem alguns, estes agentes merecem a nossa homenagem. Apesar de o seu equipamento, a sua formação e a própria organização policial não estarem adequados às presentes necessidades, continuam a tentar cumprir a sua função o melhor que podem.

Os tempos mudaram, sem dúvida, mas porque os políticos deixaram (ou se desleixaram)…

sábado, 19 de março de 2005

Cromos

O Eurico de Barros faz hoje na sua coluna no «Diário de Notícias» a nostalgia dos cromos. As colecções que ele lembra, conheco-as através do meu pai, como por exemplo aRaças e Povos do Mundo (ou seria só Raças do Mundo? - todos os nostálgicos são afligidos por lapsos de memória). Estão a imaginar alguém atrever-se a lançar uma colecção de cromos com a palavra "raça" no título, nestes tempos de democracia hipócrita e vigiada?” Concordo com ele, esta hoje seria vista como um manual politicamente incorrecto. Para muitos, esta colecção nos dias que correm devia ser composta por um cromo apenas...

Voltando às colecções, no meu tempo (como muito bem diz o Eurico, todos os nostálgicos gostam muito de escrever no meu tempo”) os primeiros cromos de que me recordo tinham que ser colados com cola Cisne, aquela da embalagem cilíndrica verde e branca que tinha um compartimento para a pazinha auxiliar. Eu era bastante organizado na gestão do estado e conservação das minhas cadernetas. Cada vez que tinha carteirinhas novas, era habitualmente após o TPC que preparava meticulosamente tudo na minha secretária para actualizar a colecção do momento.

Completar uma colecção era uma tarefa hercúlea e um mérito reconhecido pelos colegas da escola. Para isso, era necessário estar sempre atento às trocas no recreio para conseguir os “difíceis” (seriam mesmo difíceis?) que podiam valer vários repetidos. Aqueles momentos pareciam a Bolsa de Nova Iorque dos pequeninos em alta. Quando estava já na recta final, era necessário pedir à minha paciente avó paterna para me levar aos “homens dos cromos” à entrada da estação do Rossio, com as malas abertas repletas dos tão desejados rectângulos de papel ilustrados, ou convencer o meu pai a preencher o impresso incluso nas cadernetas que permitia encomendar os últimos da colecção.

Os cromos fizeram parte da minha infância e hoje tento revivê-la ao ajudar o meu filho nas suas colecções, apesar de as coisas terem mudado muito...

Raças Humanas (1956-66?), colecção da geração do meu pai e que herdei.


Espaço: 1999 (1977), uma das minhas colecções e séries de TV favoritas da altura.

sexta-feira, 18 de março de 2005

“A guerra é o mais forte encontro dos povos”

Saiu finalmente mais uma obra do escritor alemão Ernst Jünger em português. Traduzido por Armando Costa e Silva e publicado pela Ulisseia, «A guerra como experiência interior» (Der Kampf als inneres Erlebnis), de 1922, é um dos livros de guerra do autor, que o dedicou ao seu irmão Friedrich Georg, também combatente na Grande Guerra.

Acompanhei a fase final da edição deste livro através do meu amigo Roberto de Moraes, profundo conhecedor da obra de Jünger, que fez a revisão com base na versão original. Não faltaram algumas peripécias, como a escolha da capa e a injusta atribuição ao tradutor, por lapso da editora, de doze notas do revisor, como muito bem conta o BOS neste excelente post que a todos aconselho.

Um livro a não perder, não perdendo eu a esperança de ver um dia «Tempestade de Aço» publicado em português.

Deixo-vos a imagem da tela do pintor britânico John Nash escolhida para ilustrar a capa:


John Nash, Oppy Wood, 1917.
Evening
, oil on canvas, 182.8 x 213.3 cm, Imperial War Museum, London.

terça-feira, 15 de março de 2005

Direita?

Li hoje no Diário de Notícias a interessante reflexão de Miguel Freitas da Costa, “A direita nunca existiu”, que aconselho a todos. Realmente, concordo com ele quando diz que «a "direita" foi e será sempre o que a esquerda quiser designar como tal. Só por desafio alguém se intitula "de direita". A "direita" não existe e nunca existiu como entidade filosófica ou política autónoma.»

Dizer que alguém é de “direita”, é como chamar um nome feio em política e a “esquerda” não hesita em fazê-lo em relação a tudo o que não concorda. Do outro lado, os partidos ditos de “direita”, muito raramente se assumem como tal. Ora são “democratas-cristãos”, “conservadores”, “republicanos”, entre outros; até a tão diabolizada “extrema-direita” normalmente se diz para além da classificação bipartida da Revolução Francesa.

A “direita” é um diabo que a “esquerda” insiste em preservar, para justificar a sua própria existência, talvez porque sem um mal não possa existir um bem. A “direita” pode até ser um nome feio, mas também é muito feio chamar nomes...

domingo, 13 de março de 2005

PDEC

Há quem olhe para os recentes acontecimentos no Médio Oriente e acredite que o Processo de Democratização Em Curso, levado a cabo pelos EUA, está a ser um sucesso. A realidade é muito diferente. Vasco Pulido Valente deixa-o bem claro no sua coluna de ontem no jornal «Público», “(…) como se a democracia e a liberdade estivessem enfim a caminho do islão ou, pelo menos, daquela parte do islão. Infelizmente, não parece que estejam.” As diferenças internas no mundo islâmico acentuam-se, ao mesmo tempo que a sua oposição ao “Ocidente” se agudiza.

A estratégia neo-conservadora de conseguir a “hegemonia global benévola” através do belicismo que sempre caracterizou a América não se alterou. A paz é uma luz que não se vê ao fundo deste túnel cada vez mais negro e não é certamente o PDEC que a vai trazer. Avizinham-se grandes convulsões mundiais e a Europa deve - unida - por fim à islamização que já se faz sentir em vários países do nosso Continente e deixar de andar atrelada aos EUA no que respeita à sua defesa. Si vis pacem para bellum...

sábado, 12 de março de 2005

Homenagem a Rodrigo Emílio

Soube através do Nova Frente que a Sociedade Histórica da Independência de Portugal (SHIP) vai realizar no próximo dia 2 de Abril, pelas 16 horas, uma homenagem a Rodrigo Emílio. Está de parabéns a nova direcção da SHIP por esta iniciativa, que espero que seja apenas a primeira de muitas.

sexta-feira, 11 de março de 2005

11-M

Lembrar as vítimas do atentado terrorista de há um ano em Madrid, não esquecendo todos os que sofreram nos ataques desta guerra declarada do Islão contra a Europa.

terça-feira, 8 de março de 2005

Sexo: M ou F?

Porque hoje é dia da Mulher e todas as minhas colegas de trabalho fizeram questão de mo lembrar, aqui fica uma anedota velhinha, mas bem a propósito. Reza assim, ao preencher um inquérito e chegado à questão «Sexo: M ou F», o Major Renato Matoso pensou imediatamente, M é de Macho e F é de Fraco. Por seu lado, para a sua mulher era óbvio que o M era de Mole e o F de Forte. Como em tudo na vida, há quem só veja o copo meio cheio ou meio vazio...

Blogs n'O Diabo (IV)

A ronda blogosférica de Walter Ventura levou hoje às páginas d'«O Diabo» o meu amigo BOS, com o texto “O albergue socialista”. É sempre bom lê-lo, ainda para mais agora que tem estado ausente.

segunda-feira, 7 de março de 2005

Retrato postal

Tenho lido por aí algumas manifestações de regozijo pelo facto do secretário-geral do CDS-PP ter enviado o retrato de Freitas do Amaral, um dos fundadores do partido, para a sede do PS, por este, depois de um percurso político quase de uma ponta à outra, figurar no rol dos ministros do recém-apresentado governo. Sinceramente, considero esta atitude lamentável.

Vamos por partes: se a intenção era apenas tirar o retrato do alcance das vistas mais “sensíveis”, já o deviam ter feito há muito, porque a gincana política do “Prof. Geleia” não é de hoje; se o objectivo era arrancar uma página da história do CDS, convém lembrar que se trata de um livro já muito esfrangalhado.

Esta é apenas mais uma figura incómoda num partido que consoante as orientações dos seus dirigentes tem criado os seus fantasmas. Por diversas razões, tornaram-se incómodos, Lucas Pires, Adriano Moreira, Manuel Monteiro, entre os mais conhecidos.

Diz o povo que “o que nasce torto, tarde ou nunca se endireita” e este é exactamente o cerne do problema. O CDS foi criado de encomenda sob a forma de um partido “rigorosamente ao centro”, para albergar um amontoado de “direitas” e garantir desta forma a “democraticidade” do novo regime. A indefinição tem sido, assim, a tónica marcante da sua vida política e tentar apagar os “incómodos” não passa do repetir de golpes contra o mesmo. Este triste episódio demonstra bem o estado de alma que paira sobre o Largo do Caldas...

Retirar o retrato? Compreendo. Apagar a história? Impossível. Enviar o retrato para o PS, numa atitude que faz lembrar um título de um tablóide britânico? Vergonhoso.

quinta-feira, 3 de março de 2005

Esquerdistão

Depois das últimas eleições legislativas, tivemos que gramar com tudo o que é figura da “esquerda” a deitar cá para fora que o país tinha virado no sentido certo. Que me lembre, a última vez que o nosso país se virou, foi mesmo de “pernas para o ar” e, desde então, o confusionismo reinante tem aproveitado e bem a todos os (des)governantes que por cá têm pass(e)ado.

Voltando aos sentidos, o extremo-centro deu a vitória a Sócrates, mas a “viragem” não se deveu apenas a esse “centrão” que vai perpetuando o cambalear “democrático” do sistema, mal direccionado desde a origem. Penso que uma das coisas que torna o nosso sistema político tão injusto é o facto de o 25 de Abril e os “complexos da direita” terem feito com que só haja representação dos cidadãos da extrema-esquerda ao centro-direita. Assim, o centro significa a tão desejada estabilidade imobilista e o protesto ideal é a extrema-esquerda, que não se quer realmente ao volante, mas que, como se diz em linguagem popular, “é boa p’ra chatear!

Temos então garantido o Esquerdistão, cuja maioria da população, fiel aos “brandos costumes” que supostamente nos caracterizam, não deseja realmente uma mudança, mas apenas que, com o tempo, as coisas se resolvam. Por outro lado, para os que, apesar de serem tão conformistas como os outros, gostam de sonhar, nada como cuspir umas utopias ideológicas de cartilha para que o dia corra bem.

Costumo dizer que, como um automóvel, o sistema precisa de alinhar a direcção. Mas quem faz o alinhamento não é o automóvel, é o mecânico, neste caso o povo português. Tal significa a necessidade de uma mudança de mentalidades e de um esforço comum, que normalmente só aqui acontece quando estamos à beira do precipício. Infelizmente, apenas quando batermos bem fundo e os interesses instalados ruírem, acredito que sairemos finalmente do Esquerdistão e nos reencontraremos como Nação.

Por enquanto, o povo anda feliz na sua gaiola dourada e cheio de esperança, ainda por cima porque esta é a última a morrer, não deixando de viver no imediatismo, a pensar se um dos empregos prometidos na campanha lhe será atribuído como se de um prémio de sorteio se tratasse, apesar desta apatia generalizada hipotecar as gerações vindouras, comprometendo o nosso futuro.
Até quando?

«O Diabo», 1/3/2005.

quarta-feira, 2 de março de 2005

Onda unidimensionalizadora

Depois de ler o excelente post do Prof. José Adelino Maltez “O princípio do fim do pós-cavaquismo”, no muito recomendável Sobre o tempo que passa, que fala da derrota das “direitas”, não resisti a transcrever para aqui, com a devida vénia, um excerto com o qual não posso estar mais de acordo:
«Quem também perdeu foi o Portugal mais profundo e esquecido, o dos habitantes das aldeias e das vilas, chamados pagãos e vilãos pela onda unidimensionalizadora de uma ilusória civilização urbanóide que pretende eliminar as nossas memórias e valores de resistência e colonizar-nos de acordo com a doutrina de um pensamento único que quer aprisionar o homem livre.»

Feira Popular

Soube que finalmente foi desbloqueada a situação da Feira Popular, encerrada há cerca de três anos e decadente há muitos mais. Apesar das várias críticas de que tem sido alvo este processo, a verdade é que fico muito satisfeito por de uma vez por todas ir ser desmantelada a decrépita “feira”, um atentado urbanístico numa zona privilegiada da capital. Não sei qual será o futuro dos terrenos, mas espero que o projecto preveja o enquadramento na área envolvente, contemplando habitação, serviços e comércio, e não caia em exageros lucrativos ou espalhafatosos.

Enquanto equipamento de uma grande cidade, será que depois da morte da Feira Popular nascerá em Lisboa um parque de diversões?

terça-feira, 1 de março de 2005

Tributo a Rodrigo Emílio

A Lavra Editorial vai levar a efeito no próximo Sábado, dia 5 de Março, pelas 15 horas, na Casa da Beira Alta, na cidade do Porto, sita à Rua de Santa Catarina, 147 - 1.º, o «Tributo a Rodrigo Emílio». Em destaque vai estar a sua poesia através das vozes do declamador Fonseca Alves e do animador da palavra Eduardo Roseira. Os interessados podem contactar a Lavra Editorial, através do seguinte endereço, Rua Pereira da Costa, 156 - 2.º 4400-145 V. N. Gaia, ou através de correio electrónico para: eduardoroseira@mail.pt.

Diabices

Não quero induzir os que me lêem em erro, por isso, não pensem que, na sequência do post anterior, as minhas linhas hoje publicadas são a única razão para comprar «O Diabo». Pelo contrário, neste jornal que nunca deixou de ser irreverente e continua um oásis que se destaca no monopólio da imprensa do pensamento único vigente, há todas as semanas óptimas razões.

Aqui deixo uma das “Coisas de O Diabo” para deixar água na boca:

Calino em alta
«Pela primeira vez, o Papa não vai participar na oração do Angélus» (assim mesmo, com acento bem sonante no é). Quem o disse e manteve sem emenda, em várias edições, foi uma jornalista da SIC Notícias, sábado passado.
Há dias era o Carmêlo (!), em vez de Carmelo. Foi uma epidemia, que até «infectou» um ilustre sub-director do «Expresso».
Ele há cada caramelo! Ou será caramêlo?
Lembra-me a história do Zézinho que pergunta na sala de aula: “Senhora professora, diz-se Oceania ou Oceânia?” Ao que ela responde: “Ó menino, isso são mânias...

Blogs n'O Diabo (III)

Continuando a dar um espaço à blogosfera no semanário «O Diabo», foi hoje a vez do Walter Ventura publicar na sua coluna “Os meus blogues” um texto da minha autoria intitulado “Esquerdistão”. Resta-me agradecer ao Walter e dizer aos meus leitores para correrem para as bancas.